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Cronologia da Crise:

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15/06/2005

O governo conquista o comando da CPI dos Correios. Nomeia dois aliados para os cargos principais da comissão: o presidente será o senador Delcídio Amaral (PT-MS), e o relator o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Serraglio tem ligações com José Dirceu. Apoiou a candidatura do filho do ministro, José Carlos Becker (PT), à Prefeitura da cidade paranaense de Cruzeiro d’Oeste.

A escolha dos nomes ignora a tradição de conceder um posto-chave à maior bancada do Senado, no caso o bloco PSDB/PFL. O terceiro cargo mais importante, o de vice-presidente, também vai para as mãos de um governista, o senador Maguito Vilela (PMDB-GO). Delcídio e Serraglio acenam com investigações restritas aos Correios, deixando de fora denúncias acerca do mensalão.

Os jornais destacam que durante os trabalhos da CPI do Banestado, o relator e deputado José Mentor (PT-SP) apresentou sete requerimentos relacionados ao Banco Rural, determinou a quebra de sigilo bancário da instituição, solicitou cópia de inquérito policial sobre investigações de empresas do banco no exterior, ouviu diretores e convocou a presidente da instituição para depor. No final do processo, não concluiu nenhuma investigação relativa ao Rural.

Outra notícia: o Banco Rural foi condenado a pagar multa de US$ 5,9 milhões por ilegalidades cometidas no mercado de câmbio, na década de 80. O Rural teria permitido remessas de dinheiro ao exterior, com a falsificação dos nomes dos verdadeiros remetentes.

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