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Cronologia da Crise:

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19/06/2005

O programa Fantástico, da TV Globo, entrevista a publicitária Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher do presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto (SP). Ela descreve conversas que ouviu do ex-marido, segundo as quais o governo de Taiwan fez uma contribuição ilegal para a campanha de Lula, em 2002. A transação teria sido intermediada por Valdemar e o tesoureiro Delúbio Soares. Diz Maria Christina:

– Essa doação foi entregue para o Delúbio, foi administrada para o Delúbio. Eu não tenho prova de que o PT sabia disso, porém ele representava o acesso ao PT.

Da doação, em dinheiro, no valor de US$ 2 milhões, Valdemar, segundo a ex-mulher, ficou com 20%. Ou seja, US$ 400 mil. Ela comenta a amizade entre Valdemar e Delúbio:

– O integrante do PT que tinha uma relação profundamente estreita, que era o único que estava o tempo inteiro com ele, que estava envolvido com todas as coisas que ele fazia, se chama Delúbio.

Maria Christina acusa Valdemar de comprar, com R$ 30 mil desviados do PL, móveis, esculturas e objetos decorativos para a casa em que os dois moravam, em Brasília. O deputado teria comprado também dois cofres de aço.

O Estado de S. Paulo registra acusação do ex-superintendente de administração da INB (Indústrias Nucleares Brasileiras), Neildo de Souza Jorge, ao secretário de Comunicação do PT, Marcelo Sereno. Ligado a José Dirceu (PT-SP), Sereno foi chefe de gabinete e chefe da assessoria especial da Casa Civil, durante a gestão do ex-ministro Dirceu. Acabou afastado do governo e transferido para o PT, depois de ser acusado de manter relacionamento estreito com outro assessor na época próximo de Dirceu, Waldomiro Diniz.

Agora, é acusado de nomear um funcionário fantasma para o cargo de coordenador de ação comunitária da INB. Trata-se de um militante do PT, com salário de R$ 10 mil. Além disso, Sereno faria uso indevido de veículo e motorista da estatal.

Agências de publicidade de Marcos Valério no noticiário: contratos assinados no governo Lula permitiram às empresas de Valério um faturamento de R$ 150 milhões. O contrato da agência SMPB com a Câmara dos Deputados, na gestão do ex-presidente João Paulo Cunha (PT-SP), talvez seja o mais curioso. Com três aditivos, o valor subiu de R$ 9 milhões para R$ 21,8 milhões.

Em 2004 Valério criou a Estratégia Marketing e Promoção, para cuidar de campanhas eleitorais. A empresa foi contratada para a campanha de um aliado de Cunha, que disputava a Prefeitura de Osasco (SP). Campanha vitoriosa, Emídio de Souza (PT) foi eleito. O passo seguinte: a SMPB disputa licitação para ganhar a conta de publicidade da Prefeitura.

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