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Cronologia da Crise:

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3/07/2005

Filho do presidente Lula é funcionário fantasma do PT. Os repórteres Lílian Christofoletti e José Alberto Bombig, da Folha de S.Paulo, descobrem que Sandro Luís Lula da Silva, contratado por R$ 1.522,00 pelo diretório do PT em São Paulo, prestava “serviços à distância”.

Sandro Luís foi empregado do partido durante mais de três anos. Nos últimos dois anos e meio, desde que o pai virou presidente da República, segundo a assessoria do PT, passou a prestar serviços em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP). A reportagem entrevistou oito funcionários do diretório. Eles afirmaram que nunca viram Sandro Luís na sede do partido.

A Folha ouviu às mais diversas explicações. Numa primeira versão, o PT informou que o filho do presidente nunca trabalhara lá. Depois, alegou que o rapaz deixara de ser funcionário em meados de 2002. E, por fim, o PT afirmou que ele foi desligado dos quadros do partido “há uma ou duas semanas”. Mais transparência, impossível...

O jornal entrevista o presidente do diretório, Paulo Frateschi:

– Ele não ia todos os dias. Às vezes, aparecia um dia por semana, um dia por mês. Ele não precisa ir ao diretório para trabalhar. Trabalha na casa dele, até porque precisa apenas de um computador para realizar o serviço.

O programa Fantástico, da TV Globo, conta a história de uma mala de dinheiro entregue ao deputado José Borba (PMDB-PR), líder do partido na Câmara. Borba freqüentou a agência do Banco Rural, no Brasília Shopping Brasília, em dezembro de 2003. Lá se deram saques em dinheiro vivo do mensalão.

Relato de Fernanda Karina, a ex-secretária de Marcos Valério, entrevistada pelo Fantástico: Valério se encontrou com Borba três ou quatro vezes, em Brasília. E levou uma mala de dinheiro para o deputado. Diz Fernanda Karina:

– Uma vez, eu me lembro que o senhor Marcos saiu com uma mala e foi para Brasília no avião do Banco Rural. E eu sabia que nessa mala tinha dinheiro. Ele pediu para eu ligar para o José Borba e depois para Delúbio ou Silvio Pereira, para dizer que estava indo para Brasília encontrar José Borba.

Borba nega conhecer Valério:

– Nunca houve contato, nenhum encontro.

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