Como ler:

Abertura


Cronologia da Crise:

anterior | próxima

57
9/07/2005

Caem José Genoino, o presidente nacional do PT, e Marcelo Sereno, o secretário de Comunicação do partido. Sereno é próximo a José Dirceu. Genoino, homem de Lula, manteve o PT sempre muito próximo do Palácio do Planalto. Outro petista afastado: José Adalberto Vieira da Silva, o assessor do deputado José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão de Genoino, que ficou famoso pelos dólares escondidos na cueca.

Lula põe gente do seu primeiro time no PT. O ministro da Educação, Tarso Genro (PT-RS), desliga-se do governo e assume a presidência do PT. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini (PT-SP), vai para a secretaria-geral. O da Saúde, Humberto Costa (PT-PE), para a secretaria de Comunicação.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Tarso Genro fala de uma “crise de coerência moral do partido”, com conseqüência “devastadora” para a militância:

– O PT vive a pior crise da sua história.

A revista Veja traça um perfil de Fábio Luiz Lula da Silva, o filho do presidente Lula. Era um rapaz que dava aulas de informática para ganhar a vida. Sem esforço, numa ascensão fulminante de pouco mais de um ano, virou dono de uma empresa de R$ 5 milhões. A Telemar, a sócia de Lulinha, patrocinou viagens do filho do presidente para os Estados Unidos, Coréia e Japão.

Veja aponta que Fábio Luiz Lula da Silva se instalou num prédio de escritórios em São Paulo, no mesmo andar que a agência de publicidade Matisse. A agência era uma empresa relativamente pequena até conquistar a conta milionária da Secom, do ministro Luiz Gushiken. Em 2004, segundo ano do governo Lula, a Matisse faturou R$ 10,3 milhões, por serviços prestados à administração federal. Explicação do diretor de Produção da Matisse, Luiz Flávio Guimarães, nervoso por ser questionado sobre o filho do presidente:

– Foi uma vizinhança meramente casual.

Outra notícia: a Telemar mantém contratos com 40 empresas que produzem programas de conteúdo para telefones celulares. Uma só é sócia da Telemar: a Gamecorp, de Lulinha.

Um faturamento de R$ 1,7 bilhão em dois anos e meio de governo Lula. E a Geap (Fundação de Seguridade Social, de caráter privado) obtém autorização para prorrogar convênios de assistência e prestação de serviços de saúde, destinados ao funcionalismo público federal. A entidade funcionaria como um monopólio. A notícia é do jornal O Estado de S. Paulo. O faturamento bilionário, conseqüência de contratos sem licitação. A Geap mantém convênios com 28 órgãos federais. Desconta 6% do salário de 300 mil servidores, em troca de serviços de saúde. A diretora-executiva da entidade, Regina Ribeiro Parizi, militante do PT, foi nomeada para o cargo por indicação do ex-ministro José Dirceu (PT-SP).

anterior | próxima | início