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Cronologia da Crise:

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7/08/2005

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o sub-relator da CPI dos Correios para a área de finanças, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), defende uma mudança na cultura política, que acabe com o que chama de “jogo de promiscuidade” entre governo e Congresso Nacional. Critica nomeações políticas para cargos públicos, que visem contrapartidas financeiras. Fala à repórter Eugênia Lopes sobre o comprometimento de Lula com o escândalo do mensalão:

– Todo mundo está achando que, para caracterizar a responsabilidade, precisa aparecer o cheque na conta do presidente. Mas não precisa, porque os principais personagens foram nomeados pelo presidente para exercer papel público de representação governamental ou política. A incompetência e a omissão às vezes fazem um mal para o Brasil pior do que a corrupção. E sob esse aspecto o presidente é responsável sim.

– Já há provas do pagamento de mesada a parlamentares?

– A maior parte dos saques se deu no período das votações de temas da reforma previdenciária, a tributária e da mudança partidária, em especial o início de 2004, que era para o prazo final para definir a composição das comissões permanentes da Câmara. É mais uma grande coincidência que nem o melhor roteirista de novela seria capaz de escrever. Fica claro que, nessas votações, havia algum tipo de favorecimento, liberação de emendas ou indicação de cargo para ter contrapartida ou até pagamento de, não digo mensalão, vamos chamar de capilé. Capilé é um cala-boca menor do que o mensalão.

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