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Cronologia da Crise:

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23/09/2005

O governo Lula anuncia a liberação de R$ 500 milhões para obras e outras despesas incluídas por deputados e senadores no orçamento federal. São as chamadas emendas parlamentares individuais. O dinheiro beneficia os redutos eleitorais de deputados e senadores. O anúncio é feito por Paulo Bernardo (PT-PR), ministro do Planejamento, durante a divulgação de um relatório de rotina sobre a execução orçamentária. Tem finalidade estratégica. Lula decide abrir o cofre para assegurar a eleição de Aldo Rebelo (PC do B-SP) à presidência da Câmara dos Deputados.

Bernardo alega que os R$ 500 milhões para as emendas são um pedido do ministro Jaques Wagner (PT-BA). A proximidade da eleição do substituto do ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-SP) na presidência da Câmara seria apenas “coincidência”. A vida como ela é: o Palácio do Planalto usa as verbas como instrumento de barganha no Congresso. Lula reúne-se com os ministros do PMDB Silas Rondeau (Minas e Energia), Hélio Costa (Comunicações) e Saraiva Felipe (Saúde). Pede “empenho máximo”. Diz Lula:

– Não podemos perder desta vez.

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