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Cronologia da Crise:

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26/09/2005

Debandada. Anunciam o afastamento do PT os militantes históricos Hélio Bicudo e Plínio de Arruda Sampaio. Deixam o partido, ainda, os deputados Orlando Fantazzini (SP), Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ) e Maria José Maninha (DF). Com a exceção de Hélio Bicudo, todos vão para o PSOL. Também se desliga do PT o deputado Miro Teixeira (RJ). Vai para o PDT.

Além deles, 400 sindicalistas e representantes de movimentos sociais de todo o país fazem ato em São Paulo para anunciar a desfiliação coletiva do PT. Acusam que “para realizar a sua ‘obra’, o governo Lula trabalhou para cooptar as direções e desmobilizar os movimentos sociais”. Citam a cooptação das diretorias da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da UNE (União Nacional dos Estudantes) como os casos mais “escandalosos”. No Mato Grosso, 100 integrantes do PT também deixam o partido em bloco.

De acordo com nota divulgada por Plínio de Arruda Sampaio, “o PT esgotou seu papel como instrumento de transformação da realidade brasileira”. Já o deputado Ivan Valente responsabiliza o partido pelo “esgotamento de um modelo que não realizou mudanças sociais”, “uma política de alianças espúrias” e a “manutenção do controle do Campo Majoritário”.

Ao justificar sua saída, o advogado e jornalista Hélio Bicudo diz que “o partido se afastou dos ideais éticos e morais”. E mais:

– Não votaria em Lula de novo, por tudo o que está acontecendo. Do meu ponto de vista, o presidente da República não pode se eximir de fatos que acontecem na sua administração. E os fatos são desabonadores. O presidente não pode ignorar, fazer ressalva de que está sendo traído, e não fazer coisa nenhuma. Existem erros por ação e erros por omissão. Se não houve atuação na compra de deputados, houve omissão.

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