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Cronologia da Crise:

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13/10/2005

Em entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo, Ricardo Berzoini (PT-SP), o novo presidente do PT, afirma que “o caixa 2 é do nosso folclore político”. Ex-ministro do Trabalho do presidente Lula, Berzoini fala às repórteres Mariana Caetano e Vera Rosa:

– Sobre o caixa 2, tenho dito que não é um caso semelhante ao de corrupção. No caso de caixa 2, defendo a apuração das circunstâncias, da origem e do destino do dinheiro, e que se faça uma avaliação do que fere a ética partidária. Não devemos ser hipócritas: caixa 2 é algo muito comum na política brasileira.

De Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal):

– Eu espero que façam as devidas distinções. O que é caixa 2 de campanha? Dinheiro vindo de corrupção é também caixa 2 de campanha? Land Rover oferecido a dirigente partidário também é caixa 2? Espero que façam as devidas distinções entre mera irregularidade financeira de campanha e dinheiro de corrupção.

Reação de Lucas Furtado, procurador-geral do TCU (Tribunal de Contas da União), para quem “um dos piores crimes é o eleitoral, porque atenta contra a democracia”:

– Não se pode considerar como normal algo que a legislação considera crime. A rigor, o crime eleitoral parece que não tem vítima. Esses crimes têm normalmente baixa reprovação social, mas não quer dizer que eles não sejam um dos crimes mais danosos à democracia.

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