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Cronologia da Crise:

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28/10/2005

A Folha de S.Paulo publica reportagem para apontar que Delúbio Soares e Marcos Valério praticam chantagem contra o governo Lula e o PT. De acordo com o relato do repórter Kennedy Alencar, os dois enviaram recados exigindo dinheiro para não revelar fatos que agravariam a crise e comprometeriam lideranças políticas. Valério teria mencionado a quantia de R$ 20 milhões a Delúbio. A reportagem afirma:

“Já Delúbio exigiu e obteve da nova direção do partido o compromisso de que seu advogado e o de Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, sejam pagos pelo partido. Delúbio pediu ainda ajuda financeira para sobreviver no médio prazo.”

Segundo a matéria da Folha, “o único petista que caiu em desgraça e não se queixa de falta de dinheiro é o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Ele tem dito a amigos estar preparado para sobreviver financeiramente uns cinco anos sem preocupação. Teria boa poupança, suficiente para uma temporada em Cuba após a cassação que ele julga inevitável”.

O Ministério Público Federal requer à Justiça Federal de Brasília uma ação por improbidade administrativa contra o deputado José Dirceu (PT-SP), o filho dele, José Carlos Becker, o Zeca Dirceu, e Waldomiro Diniz, o ex-chefe de assuntos parlamentares do Ministério da Casa Civil.

Os procuradores denunciam uma estrutura montada pelo ex-ministro Dirceu para favorecer Zeca na obtenção de recursos federais a municípios do noroeste do Paraná, base eleitoral do filho do ministro. Em 2003, época dos acontecimentos, Zeca era funcionário da Secretaria do Trabalho do Paraná. No ano seguinte, elegeu-se prefeito de Cruzeiro d’Oeste (PR).

Na ação, o Ministério Público alega que funcionários da Casa Civil pressionaram pela liberação de emendas favorecendo Zeca. Alguns convênios previam a autorização de recursos antes mesmo do detalhamento dos projetos. As emendas apresentadas somaram R$ 1,4 milhão.

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