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Cronologia da Crise:

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7/10/2005

Algumas semanas depois de se dizer traído e pedir desculpas em pronunciamento de televisão pelos erros cometidos pelo PT, Lula reúne 67 dos 83 deputados do PT no Palácio do Planalto. Alguns acusados de envolvimento no escândalo do mensalão estão presentes. Lula presta solidariedade:

– Vocês não são corruptos. Vocês cometeram erros, mas não de corrupção. Todos vocês são construtores do PT.

E, referindo-se diretamente aos parlamentares acusados:

– Vocês são companheiros que não têm nenhuma doença contagiosa, nada que impeça a nossa convivência.

Lula mostra-se fortalecido depois da eleição do governista Aldo Rebelo (PC do B-SP) para a presidência da Câmara dos Deputados. Ele substituiu Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou ao mandato em meio ao caso do mensalinho. Além da vitória política, o episódio tira o foco do escândalo do mensalão e dispersa as atenções do debate político, até então concentradas no esquema montado pelo PT.

Além disso, a opinião pública se ocupa do caso do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, que fez greve de fome em protesto contra o projeto de transposição das águas do rio São Francisco. E, por fim, desperta interesse o debate sobre o referendo que proíbe a venda de armas de fogo, o que também leva a imprensa a dedicar menos espaço ao mensalão.

Ainda na reunião com os deputados do PT no Palácio do Planalto, o presidente diz que dá uma lição ao mundo:

– Qual governo na história deste país funcionou com três CPIs ao mesmo tempo?

Sobre a CPI dos Bingos, que fará uma acareação entre os irmãos de Celso Daniel e seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, Lula não deixa por menos:

– É a CPI do fim do mundo.

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