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Cronologia da Crise:

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19/11/2005

A revista Isto É Dinheiro publica mais uma denúncia implicando a administração do ex-prefeito Antonio Palocci (PT-SP) em esquema de extorsão e cobrança de propina em Ribeirão Preto (SP). Desta vez, o empresário Márcio Antônio Francisco acusa Nelson Rocha Augusto, secretário de Planejamento de Palocci em Ribeirão. Ele teria cobrado uma comissão para o esquema político do ex-prefeito. Segundo Francisco, Augusto, nomeado no governo Lula para a presidência da BB-DTVM, a corretora de títulos e valores do Banco do Brasil, havia manifestado interesse em ser o intermediário, em Ribeirão, de uma operação de crédito junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Em troca, pediu um “pedágio” de 50%.

Francisco relata que a proposta lhe foi feita em 2001, em plena administração do prefeito Palocci. Ele era dono de uma fábrica de cachaça e havia procurado o consultor Ivan Leme de Sant’Anna, ex-diretor do Banco Ribeirão Preto, porque estava interessado em obter um crédito de R$ 1,5 milhão para ampliar os negócios. Sant’Anna disse que tinha uma fábrica de bebidas para ser comprada.

Em 72 horas, convocou Francisco para uma reunião, pois já estava tudo pronto para um empréstimo de R$ 5 milhões, junto ao BNDES. R$ 2,5 milhões iriam para Francisco, R$ 2,2 milhões para o “esquema” de Augusto e Palocci, e R$ 300 mil de comissão, para Sant’Anna. Além disso, Francisco teria de abrir uma construtora “no papel”, para fornecer notas fiscais frias à empreiteira Leão Leão, uma parceira das operações em Ribeirão. A Leão Leão chegou a lhe prometer reembolso de 3% sobre o valor de cada nota fria emitida. Francisco diz que não participou do esquema.

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