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Cronologia da Crise:

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20/11/2005

O jornal Folha de S.Paulo traz reportagem assinada pelo jornalista Rogério Pagnan. Relata que documentos em poder do Ministério Público indicam uma movimentação de até R$ 400 mil mensais pelo suposto esquema de corrupção em Ribeirão Preto (SP), na segunda gestão do prefeito Antonio Palocci (PT), em 2001 e 2002. Suspeita-se de desvio dos cofres públicos.

A documentação é constituída por ordens de serviço, boletins de medição e planilhas relacionadas ao serviço de limpeza pública da cidade. Teria sido adulterada. Depoimentos de funcionários confirmam os números falsificados, em benefício da Leão Leão. Os R$ 400 mil são a diferença entre os custos da varrição de rua da época de Palocci e os preços pagos pela atual administração, desde 2005. Os serviços não foram modificados. Com a saída de Palocci, em 2002, Ribeirão ficou nas mãos de seu vice, Gilberto Maggioni (PT), até o final de 2004. Ele teria mantido o mesmo sistema de limpeza engendrado por Palocci.

O jornal reproduz depoimento de uma funcionária municipal. Ela cita Isabel Bordini, então superintendente do Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto). Isabel é mulher de Donizeti Rosa, secretário de Palocci nas duas gestões em Ribeirão. No governo Lula, Rosa é o diretor do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), em Brasília. Do depoimento:

“Após umas duas horas, vinha a determinação da Isabel para que fosse aceita a planilha apresentada pela Leão Leão, mesmo em prejuízo da Prefeitura. Que, mesmo contrariado, o funcionário era obrigado a acertar os dados e, para isso, precisava fazer uma ordem de serviço para complementar e justificar aquela diferença.”

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