Como ler:

Abertura


Cronologia da Crise:

anterior | próxima

199
28/11/2005

A CPI dos Correios descobre seis transferências da corretora Bônus-Banval, num total de R$ 154 mil, para Rosa Alice Valente, assessora do líder do PP na Câmara, o deputado José Janene (PR). A Bônus-Banval, como se sabe, é apontada como intermediária de repasses de Marcos Valério para beneficiários do mensalão. Um dos diretores da corretora, Enivaldo Quadrado, também transferiu R$ 11.628,00 para Rosa Alice Valente.

Há ainda oito operações do próprio Janene para Rosa Alice Valente, somando R$ 139 mil. Por fim, foi detectado um depósito de R$ 10 mil do publicitário Duda Mendonça para o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares. As 16 operações relacionadas ocorreram de 2003 a 2005, principalmente em 2004, no auge do mensalão.

O jornal Folha de S.Paulo noticia uma suspeita de favorecimento do governo ao empresário José Roberto Colnaghi. Ele é o dono do avião Citation usado pelo ministro Antonio Palocci (PT-SP) em deslocamentos entre Brasília e Ribeirão Preto (SP). Colnaghi também é o dono do avião Seneca usado para transportar supostos dólares de Cuba para o PT, durante a campanha eleitoral de 2002.

Já se sabe do negócio de Colnaghi com o Banco do Brasil, mediante o qual a empresa Soft Micro Informática fechou um contrato milionário para instalar programas de computador em Tocantins. Agora, o repórter Mario Cesar Carvalho relata nova operação com o Banco do Brasil em favor de Colnaghi, pela qual a Asperbrás, também de propriedade de Colnaghi, foi beneficiada com financiamento de US$ 8,5 milhões, com a finalidade de exportar equipamentos agrícolas para Angola. A taxa de juros do Proex (Programa de Financiamento às Exportações), do Banco do Brasil, chega a ser cinco vezes menor que uma operação similar com rede bancária comercial.

anterior | próxima | início