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Cronologia da Crise:

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29/12/2005

O Tribunal de Justiça de Goiás determina a indisponibilidade do carro registrado em nome do ex-tesoureiro Delúbio Soares. É um Omega blindado, importado, ano 2000. A deputada Neyde Aparecida (PT-GO) também fica sem o Fiat modelo Palio Weekend, ano 2004. A decisão do juiz Ari Ferreira de Queiroz inclui ainda outros dois veículos, propriedades de Noeme Diná Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás. A deputada Neyde também presidiu a entidade.

Com a apreensão dos carros, o juiz quer assegurar um pagamento de R$ 165 mil, dinheiro repassado indevidamente a Delúbio. Lembramos que ele os recebeu como dirigente sindical em Goiás, apesar de morar em São Paulo e trabalhar por 16 anos na sede do PT. As duas dirigentes sindicais atestaram que Delúbio comparecia ao sindicato goiano regularmente para prestar serviços. Para o Ministério Público, o caso configura enriquecimento ilícito do ex-tesoureiro. Os três são acusados de improbidade administrativa.

Delúbio é demitido do cargo de professor de matemática da rede estadual de ensino de Goiás. Motivo: abandono de emprego. O emprego há muito não exercido. Delúbio era funcionário fantasma.

A CGU (Controladoria-Geral da União) divulga as conclusões de auditoria realizada nos Correios. Aponta prejuízos de R$ 121 milhões, em contratos relativos ao transporte aéreo de cargas e à aquisição de produtos e serviços de informática. As irregularidades envolvem o Consórcio Alpha, liderado pela empresa de informática Novadata. Ela pertence ao empresário Mauro Dutra, o Maurinho, amigo de Lula. O contrato assinado com o consórcio teria gerado perdas de R$ 35 milhões aos cofres públicos, incluindo a falta de pagamento de uma multa em 2005, prejuízo de R$ 22 milhões.

O maior “prejuízo estimado”, de R$ 86 milhões, ocorreu na chamada rede postal noturna. Houve um rombo de R$ 58,8 milhões em pagamentos superfaturados à empresa Skymaster. Outros descalabros: continuam desativadas as 4.324 impressoras adquiridas por R$ 10,4 milhões, três anos atrás. Existe um pagamento suspeito de R$ 7 milhões para obras em Aparecida de Goiás (GO). Não foram feitas licitações para a renovação de 1.700 agências franqueadas. E, por fim, inexiste “comprovação da viabilidade econômica” de um aditivo contratual assinado com o Bradesco, em setembro de 2004. O valor do negócio: R$ 62 milhões. Previa a criação de 2.500 novos postos de atendimento nos Correios.

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