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Cronologia da Crise:

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11/01/2006

Os Correios decidiram pagar as despesas com advogados para defender 16 altos funcionários da empresa, investigados por irregularidades pela CPI dos Correios e pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O assunto é destaque na Folha de S.Paulo. O repórter Raphael Gomide informa que a assistência jurídica, com “livre escolha” de advogados, sem licitação, poderá ser feita “com adiantamento de recursos”. Declaração de Marcos Sant’Aguida, diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Rio de Janeiro:

– A empresa não defende nem paga advogado a favor de empregado nenhum. Sempre precisamos, para atender carteiros que tiveram a carga roubada na rua, mas eles sempre negam a assistência. Furnas Centrais Elétricas também resolveu pagar os custos da defesa jurídica do ex-diretor Rodrigo Botelho Campos. Ele é filiado ao PT e foi afastado do cargo depois que Roberto Jefferson denunciou um caixa 2 de R$ 3 milhões na estatal.

Em depoimento à CPI dos Correios, Campos declarou-se “surpreendido” com o convite para assumir a diretoria de Furnas, cargo que exerceu entre janeiro de 2003 e julho de 2005. O convite veio da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.

De acordo com Jefferson, os R$ 3 milhões desviados mensalmente de Furnas tinham o seguinte caminho: R$ 1 milhão seguia para o diretório nacional do PT. Outro R$ 1 milhão ia para o diretório do partido em Minas Gerais, levado por Campos. Com deputados que se transferiram para a base aliada do governo ficavam R$ 500 mi. E R$ 500 mil eram divididos entre diretores de Furnas.

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