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13/01/2006

A direção do PDT suspende as atividades do deputado João Herrmann Neto (PDT-SP). O empresário Antonio Augusto Leite Filho divulga nota e admite que Herrmann Neto atuou como defensor dos interesses da Beta, e cita como exemplo os esforços do deputado para viabilizar o projeto de pavimentação da BR-163, a Cuiabá-Santarém (PA).

Herrmann Neto, por sua vez, emite nota para explicar o dinheiro recebido mensalmente da Beta. Segundo ele, era destinado a ressarcir gastos com um automóvel Passat, importado e blindado, cujo uso vinha sendo compartilhado por sua família e a do empresário Ioannis Amerssonis, atual dono da empresa de aviação.

De acordo com o deputado, o veículo “ficava disponível para os compromissos das crianças e familiares em comum na cidade de São Paulo ou em viagens. As despesas variáveis de combustível, pedágios, estacionamento, oficina e pequena manutenção quando pagas por mim eram prestadas contas e ressarcidas pelo senhor Ioannis”. Herrmann Neto informa que o carro, “pelo elevado custo de manutenção”, foi trocado por uma Toyota Hillux, ano 2005.

Para se defender, Herrmann Neto também apresenta extratos bancários que apontam saldos em sua conta corrente da ordem de R$ 600 mil a R$ 1 milhão. Ao argumentar que não precisava do mensalinho da empresa Beta, afirma ser um homem rico, com patrimônio pessoal de cerca de R$ 20 milhões.

Se é assim, por que aceitou o dinheiro?

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