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Cronologia da Crise:

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20/01/2006

O caso Cuba. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Nelson Jobin, impede a CPI dos Bingos de usar informações obtidas com a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Roberto Carlos Kurzweil. O empresário é o dono da locadora de automóveis que cedeu o Omega para transportar as três caixas de bebida que conteriam dólares de Cuba para a campanha de Lula.

O Conselho de Ética da Câmara aprova, por 10 votos a 3, a cassação do mandato do deputado Wanderval Santos (PL-SP). Ele é apontado como beneficiário de R$ 150 mil do valerioduto. O dinheiro foi sacado por seu motorista no Banco Rural. Wanderval argumentou que não soube da operação bancária, e que os recursos foram retirados por determinação do ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ), que renunciou ao mandato para escapar da cassação.

No parecer em que recomendou a cassação, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) acusa Wanderval pela prática de “mandato terceirizado”, por “submissão interessada” e “submissão negociada” ao ex-deputado Rodrigues, ex-líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Wanderval também se desligou da igreja.

O jornal Folha de S.Paulo publica levantamento segundo o qual o publicitário Duda Mendonça fez transferências de R$ 4 milhões de sua conta pessoal no BankBoston, nos dias que antecederam o seu depoimento à CPI dos Correios, em agosto.

Duda transferiu R$ 500 mil para Marcelo Mascarenhas Kertész, genro dele, R$ 2,5 milhões para a Nov Patrimonial, empresa que pertence aos seus cinco filhos, e R$ 1 milhão para a agência de publicidade Duda Mendonça Associados.

As duas primeiras transferências ocorreram em 5 de agosto, um dia depois de o policial David Rodrigues Alves prestar depoimento à CPI e afirmar que sacava dinheiro do valerioduto para entregar a Zilmar Fernandes Silveira, a sócia de Duda.

A terceira transferência foi feita em 10 de agosto, um dia depois do jornal Correio Braziliense noticiar a existência da offshore Dusseldorf, por meio da qual Duda teria recebido recursos de caixa 2 para quitar pagamentos por serviços publicitários prestados durante a campanha eleitoral de 2002.

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