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Cronologia da Crise:

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13/02/2006

Jantar em comemoração do 26º aniversário do PT. Durante a festa em Brasília, Lula minimiza a importância do escândalo do mensalão. Mas não faz citações diretas:

– As pessoas que erraram, a gente não tem que execrá-las. Errar é humano.

Na festa, os mensaleiros João Paulo Cunha (PT-SP), José Mentor (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA) e Professor Luizinho (PT-SP). Cabe a Luizinho puxar o coro pela reeleição do presidente:

– Um, dois, três, Lula outra vez!

O presidente do partido, Ricardo Berzoini (PT-SP), trata de minimizar a crise política:

– Sofremos o maior cerco político da história recente do país. Com erros que têm raízes em companheiros do PT, mas que foram instrumentalizados pela oposição.

Comentário do jornalista Clóvis Rossi, na Folha de S.Paulo:

“O PT não foi vítima de uma conspiração, ao contrário do que dizem seus intelectuais orgânicos. Vendeu-se.”

Reunião fechada em Brasília. Governadores, prefeitos e dirigentes do PT ouvem explicações da prefeita de Teófilo Ottoni (MG), Maria José Haueisen Freire (PT). Ela admite o uso político do programa Bolsa-Família. A conversa foi ouvida pelo repórter Felipe Recondo, da Folha Online. Maria José relata que os beneficiários de projetos federais recebem cartas da Prefeitura informando que as iniciativas são do presidente Lula. Segundo ela, o procedimento fez aumentar o apoio à reeleição de Lula em Teófilo Ottoni.

Em entrevista, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT-MG), afirma que o governo não poderá ser acusado de fazer uso eleitoral do Bolsa-Família. O programa é suprapartidário:

– É uma conquista do governo federal, mas também dos nossos parceiros governamentais e não-governamentais.

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