Como ler:

Abertura


Cronologia da Crise:

anterior | próxima

267
4/02/2006

Depoimento ao Ministério Público e à Polícia Federal. O advogado Rogério Buratti inocenta Isabel Bordini, a ex-superintendente do Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto). Ele a isenta de irregularidades nas medições dos serviços de limpeza pública e de varrição de ruas, durante o segundo mandato do prefeito Antonio Palocci (PT-SP), em 2001 e 2002.

Vale lembrar: Buratti, secretário de Governo de Ribeirão em 1993 e 1994, durante a primeira administração de Palocci, depois foi nomeado vice-presidente da Leão Leão. A empreiteira era contratada pela Prefeitura para fazer os serviços de limpeza pública de Ribeirão, durante o segundo governo Palocci. Segundo Buratti, Isabel cumpria ordens do prefeito. Depois da saída de Palocci, continuou cumprindo ordens do sucessor dele, o prefeito Gilberto Maggioni (PT), que foi vice de Palocci. Buratti defende Isabel:

– Não acredito que Isabel tenha ordenado qualquer procedimento irregular. Ela é funcionária exemplar e controlava o contrato de acordo com as determinações dos prefeitos. A Leão tratava diretamente com o prefeito, e muitas das vezes, antes de liberar as medições, Isabel dizia que ia confirmar se o valor estava correto com o prefeito.

Nas investigações sobre irregularidades em Ribeirão, Isabel é apontada por fiscais e engenheiros como a responsável por fraudes em benefício da Leão Leão. Procedimentos ordenados por ela teriam causado prejuízos mensais à administração municipal estimados em R$ 400 mil. Documentos fraudados justificaram gastos públicos de R$ 2,2 milhões por mês, apesar de os serviços de limpeza pública efetivamente prestados serem equivalentes a R$ 1,8 milhão.

Em seu depoimento, Buratti confirma procedimentos irregulares na campanha eleitoral de 2002. A Leão Leão pagou material de propaganda impresso pela gráfica Villimpress, de Ribeirão, mas nada foi informado à Justiça Eleitoral. Diz Buratti:

– A Leão pagou material de campanha produzido pela Villimpress para o PT, tratando-se da campanha de 2002, para presidente.

A revista Veja acusa o PT de desviar R$ 400 mil do fundo partidário para pagar dívidas trabalhistas da editora Brasil Agora. Entre os donos da editora, os petistas Rui Falcão e José Américo Dias, ambos ex-secretários da prefeita Marta Suplicy (PT-SP), e João Machado Borges Neto. O fundo partidário é formado por recursos públicos.

A Isto É noticia a exoneração do secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Alencar Ferreira. Trata-se de um bancário ligado ao presidente nacional do PT, o ex-ministro Ricardo Berzoini (SP). É acusado de envolvimento numa contratação supostamente fraudulenta de R$ 9,2 milhões. Foi assinada com a Cobra Tecnologia, uma subsidiária do Banco do Brasil, sem licitação. A empresa foi contratada para criar um software de gerenciamento para uso no programa federal Primeiro Emprego.

De acordo com a denúncia, houve uma montagem irregular com as propostas de outras três empresas, para justificar a escolha da Cobra. Parte dos R$ 8,8 milhões pagos pelos serviços da subsidiária do Banco do Brasil teria sido repassada para a empresa Compnet, de Mato Grosso do Sul, conhecida por trabalhar para o governador Zeca do PT. Pior: não se sabe onde está o tal do software, a razão dos pagamentos. Sumiu. Outros 15 funcionários acusados de envolvimento no esquema foram afastados.

Em depoimento à Polícia Civil, o jovem L. nega ter sido o autor dos disparos que mataram o ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT). Ele afirma à delegada Elisabeth Sato que, entre 18 e 20 de janeiro de 2002, período do seqüestro e assassinato de Daniel, vigiava uma garota mantida em cativeiro e não participou do crime contra o prefeito. L. alega que só confessou os disparos após sofrer ameaças de José Edison da Silva, um dos homens presos pela morte de Daniel. Na época do crime, L. era menor de 18 anos e não seria condenado pelo assassinato.

anterior | próxima | início