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Cronologia da Crise:

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23/03/2006

O governo Lula decide envidar esforços para salvar Antonio Palocci (PT-SP). Em vez de investigar as acusações de Francenildo Costa contra o ministro, a Polícia Federal trata de anunciar a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do caseiro. Ele é o escolhido para ser investigado pelos federais, sob comando do ministro Márcio Thomaz Bastos. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, ligado ao Ministério da Fazenda) também abre uma investigação contra o rapaz. Os estrategistas do PT tentam desesperadamente descobrir motivação política para encobrir o que Francenildo viu na “casa dos prazeres”. Em vão.

Chamado a depor na Polícia Federal, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, não aparece. Alega razões pessoais e manda dois advogados no lugar. A assessoria da Caixa divulga nota sobre o caso. Em vez de tratar o assunto como “crime de quebra de sigilo bancário”, usa o eufemismo “divulgação indevida” de extratos bancários. Não há qualquer menção à participação dos altos escalões da estatal na violação.

Lula afasta rumores sobre a queda de Mattoso:

– Não faz sentido, não faz sentido! Mesmo porque sou eu que tenho que tomar a decisão.

Na mesma linha, o ministro Jaques Wagner (PT-BA), das Relações Institucionais, nega a saída de Palocci:

– O que eu posso garantir é que Palocci fica no governo.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, fala em “sindicato do crime”:

– Não é possível que persista essa retaliação a essa pessoa que teve a coragem de testemunhar contra a segunda figura mais importante da República.

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná concede liminar e suspende a investigação sobre o uso de caixa 2 na campanha eleitoral do prefeito de Londrina (PR), Nedson Micheletti (PT). O prefeito foi reeleito em 2004.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquiva processo de quebra de decoro parlamentar contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado de fazer uso de caixa 2 na campanha para a reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. O tucano alegou que não tinha conhecimento da prática. Imputa a responsabilidade ao tesoureiro da campanha, Cláudio Mourão. Azeredo foi derrotado no pleito.

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