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Cronologia da Crise:

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27/03/2006

Caem Antonio Palocci (PT-SP) e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso. Lula aceita o pedido de demissão do ministro da Fazenda, embora a orientação a assessores do Palácio do Planalto fosse a de divulgar que Lula exonerara Palocci. O destino do superministro é selado durante depoimento de Mattoso à Polícia Federal. O presidente da Caixa confessa que entregou pessoalmente a Palocci os extratos bancários de Francenildo. Mattoso é indiciado por violação ilegal de sigilo.

O presidente da Caixa admite que levou os documentos bancários do caseiro à casa de Palocci, na noite de 16 de março. Mattoso determinara ao assessor Ricardo Farhat Schumann que levantasse os dados de Francenildo. Schumann, assim como Mattoso, é egresso da administração da ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP). O assessor de Mattoso também atuou na administração do prefeito Celso Daniel (PT) em Santo André. Lá, Schumann sofreu denúncia por envolvimento numa série de contratos firmados em caráter de emergência, sem licitação, que teriam causado prejuízos de R$ 9,6 milhões.

Mattoso tem forte ligação com Marco Aurélio Garcia, vice-presidente do PT e assessor especial de relações internacionais de Lula. Mantém bom relacionamento com Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil. Além de Schumann, Mattoso levou para a Caixa outro importante auxiliar da ex-prefeita Marta Suplicy, Jorge Fontes Hereda. Assessorou Mattoso na Caixa, ainda, Ralf Barquete, ex-secretário da Fazenda de Palocci em Ribeirão Preto. Demite-se do governo Lula o assessor especial de Palocci, Marcelo Netto.

Comentário do caseiro Francenildo:

– Está ficando provado que o lado mais fraco não é o do simples caseiro. É o da mentira.

O Ministério Público de São Paulo requer ao Tribunal de Justiça a condenação de Antonio Palocci por ato de improbidade administrativa na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Em 2001, o ex-prefeito contratou, sem licitação, o ICI (Instituto Curitiba de Informática), para modernizar a administração municipal. Agora, é acusado de ter violado a legislação que rege as licitações e de ter privilegiado o ICI. O negócio teria dado prejuízo de R$ 3 milhões.

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