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Cronologia da Crise:

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23/04/2006

Em editorial, a Folha de S.Paulo afirma que o PT está próximo de adotar o lema “rouba, mas faz”. O jornal analisa os comerciais políticos do PT divulgados na televisão:

“Enquanto eles acusam, o PT faz muito mais pelo Brasil’. Não prima pela originalidade o slogan das inserções publicitárias do partido, cuja veiculação na TV tem sido objeto de disputa judicial entre PSDB e PT. O anúncio revela, de todo modo, uma verdade que se situa acima das estatísticas apresentadas e das interpretações legais. Desde Adhemar de Barros e Paulo Maluf, passando por Orestes Quércia e outros menos votados, nunca houve governante que não tenha ostentado realizações administrativas como álibi para denúncias de que foi alvo.”

A Folha trata do escândalo do mensalão: “O que se verificou, vale insistir, não foi um corriqueiro caixa 2, e sim um sistema organizado, a partir do círculo mais íntimo do presidente da República, para construir ao preço de saques em dinheiro vivo uma bancada parlamentar dócil ao objetivo de perpetuação no poder”.

“O que se verificou foi um espetáculo de pressões políticas desavergonhadas e incansáveis no sentido de forjar teses conspiratórias, de boicotar pelo silêncio, pelo eufemismo, pela chicana judicial e pela mentira deslavada todo esforço para chegar à essência dos fatos.”

“O que se verificou foi um ministro de Estado no centro da violação criminosa do sigilo bancário de um cidadão. O que se verificou foi o secretário-geral do PT renunciando após ter recebido um carro de presente de uma fornecedora da Petrobrás.”

“O que se verificou – para não nos alongarmos na crônica de vexames, improvisos e desmentidos a que todo o país assistiu boquiaberto – está escrito nas 136 páginas do relatório elaborado pelo procurador-geral da República, classificando como ‘formação de quadrilha’ a atuação de ministros e autoridades de primeiro plano no sistema petista.”

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