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Cronologia da Crise:

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11/05/2006

Em depoimento ao Ministério Público Federal, Silvio Pereira afirma que o apetite por cargos do ex-ministro José Dirceu (PT-SP) foi o responsável pela desagregação da base aliada do governo federal. De acordo com o ex-secretário-geral do PT, o comportamento de Dirceu provocou insatisfação nos partidos que apoiavam o presidente Lula.

Contrariados, parlamentares aliados passaram a votar contra o governo. Para o Ministério Público, o impasse produziu uma relação de chantagem. Com o objetivo de aliviar a tensão, o governo Lula teria decidido cooptar os aliados por meio do esquema do mensalão.

Silvinho informou que gerenciava um sistema que fazia a triagem das indicações para cargos de confiança na administração federal. Um banco de dados reunia os nomes de pessoas indicadas por sete partidos que apoiavam o governo do PT, a saber: PL, PP, PTB, PMDB, PSB, PPS e PC do B.

As nomeações eram encaminhadas ao Ministério da Casa Civil e cabiam a instâncias superiores. Na hora da partilha, prevaleceu em muitos casos a hegemonia do PT. Manifestava-se a força do ex-ministro Dirceu, o que gerava conflitos com os aliados.

O PT informa que vai negociar dívida de R$ 300 mil com o escritório do advogado Arnaldo Malheiros Filho, contratado para defender Silvinho. Apesar de desligado do PT desde julho de 2005, o partido continuou patrocinando a defesa do ex-secretário-geral. O mesmo Malheiros Filho foi contratado pelo PT para fazer a defesa de Delúbio Soares e continua exercendo a função. Como se sabe, o ex-tesoureiro foi expulso do PT.

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