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15/05/2006

A Folha de S.Paulo revela: o Instituto Cidadania, criado por Lula em 1992, recebeu doações de ao menos R$ 2,5 milhões, em três anos do governo Lula. A entidade, com sede em São Paulo, funcionou como escritório de Lula durante cerca de dez anos. Até 2002, o orçamento do Instituto Cidadania girava em torno dos R$ 350 mil por ano.

A reportagem de Fábio Zanini mostra que despacharam no Cidadania, entre outros, os ministros Guido Mantega, Dilma Rousseff e o chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho. Até 2002, o presidente do Instituto Cidadania era Paulo Okamotto, o amigo de Lula indicado para a presidência do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Outras coincidências: o atual presidente do Cidadania, José Alberto de Camargo, era, em 2002 o presidente da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração). A empresa, com sede em Araxá (MG), foi a maior doadora oficial da campanha de Lula. Contribuiu com R$ 1 milhão. Eleito presidente, Lula passou alguns dias descansando em uma das propriedades da CBMM.

A partir de 2003, os cofres do Cidadania começaram a ser recheados. A CBMM doou R$ 800 mil, a Vale do Rio Doce R$ 300 mil. Entrou dinheiro da Telemar, do Banco do Brasil, da Usiminas e da Bunge, empresa do setor de alimentos. A sede da organização, porém, parece um prédio fantasma. E, por fim, mais uma confusão entre público e privado: Camargo anunciou que, em 2005, a entidade receberia R$ 1,2 milhão do Sebrae, cujo presidente, Okamotto, continua no Conselho Fiscal do Instituto Cidadania.

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