Como ler:

Abertura


Cronologia da Crise:

anterior | próxima

380
28/05/2006

Relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) mostra graves irregularidades em prefeituras de todo o país. Há um quadro de corrupção generalizado, por meio de licitações manipuladas, notas fiscais falsas, contratos direcionados e toda a sorte de falcatruas. Mais um retrato da era Lula. O levantamento está no jornal O Estado de S. Paulo. Conclui que 77% das prefeituras têm esquemas de desvio de dinheiro público.

Da reportagem de Sérgio Gobetti: “Nos rincões do país, o desvio de recursos públicos é feito muitas vezes de forma escancarada, aos olhos da população, sem o requinte das quadrilhas que se infiltram na administração federal para corromper agentes públicos e extrair vantagens financeiras”.

A situação mais alarmante é a dos Estados do Nordeste. No Piauí, Alagoas, Sergipe e Ceará foram fiscalizados 90 municípios. Todos, sem exceção, apresentaram irregularidades. No Maranhão, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, os técnicos da CGU examinaram 171 cidades. Em 154, ou 90% do total, foram detectados problemas na aplicação de verbas federais.

Um exemplo gritante é o do município de Pendências, no Rio Grande do Norte. O prefeito Jailton Barros de Freitas (PSB) obteve R$ 511 mil em 2004, para reconstruir 80 casas destruídas pela chuva. O dinheiro foi usado para erguer moradias para funcionários da Prefeitura. A empresa contratada para executar as obras estava em nome de um “laranja”. O prefeito teria R$ 5 milhões em nome de terceiros. O caseiro dos pais dele, por exemplo, é apontado como “dono” de 12 lojas num shopping de Natal.

Da reportagem: “Uma prática corriqueira nas prefeituras, segundo os relatórios da CGU, é simular a concorrência em licitações na modalidade ‘carta-convite’ usando empresas de fachada, que ou não existem ou têm sócios e endereços em comum. Nesse tipo de licitação, os administradores pedem proposta de três empresas diferentes – que nesse caso pertencem ou são controladas pelas mesmas pessoas e, assim, conseguem superfaturar os contratos”.

anterior | próxima | início