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Cronologia da Crise:

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20/06/2006

A CPI dos Bingos conclui os trabalhos. O relatório do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) é aprovado por 12 votos a dois. Os votos contra são dos senadores Tião Viana (PT-AC) e Ana Júlia Carepa (PT-PA). O documento tem 1.400 páginas. Pede o indiciamento de 79 pessoas e quatro empresas. Entre os denunciados, Antonio Palocci, Paulo Okamotto, Jorge Mattoso, Waldomiro Diniz, Sérgio Gomes da Silva, Rogério Buratti, Vladimir Poleto, Ademirson Ariosvaldo da Silva, Donizete Rosa, Carlinhos Cachoeira, Klinger Luiz de Oliveira e Ronan Maria Pinto. O ex-ministro José Dirceu (PT-SP) e Gilberto Carvalho são poupados.

Carvalho, chefe de gabinete de Lula, tem o nome citado 50 vezes nas 78 páginas do capítulo que trata da corrupção em Santo André (SP) e da morte do prefeito Celso Daniel (PT), crime qualificado como “de mando”. Carvalho teria sido um dos principais estrategistas de uma operação para impedir a investigação do assassinato. O relator menciona conversas entre Carvalho e Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, nas quais se procurou configurar a morte de Daniel como um crime comum. Do relatório:

“O caso Santo André envolve o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, flagrado em gravações telefônicas combinando estratégias e reuniões para reforçar a defesa de Sérgio Gomes da Silva, além de ter sido apontado como responsável pela coleta de arrecadação ilegal para o então presidente do PT, José Dirceu.”

O relatório menciona Lula em dois episódios. Um deles, a suposta doação irregular de dinheiro de empresários do bingo para a campanha eleitoral de 2002. O outro, a acusação de envolvimento de assessores do presidente em esquemas de cobrança de propina montados em prefeituras do PT.

O documento aborda vários casos investigados pela CPI. Entre eles, a renovação do contrato Caixa Econômica Federal/Gtech, celebrada, segundo o que foi apurado, mediante o pagamento de propina. Os contratos supostamente fraudulentos de limpeza pública em Ribeirão Preto (SP) também foram objeto dos trabalhos. O relatório pede o indiciamento do ex-prefeito Gilberto Maggioni (PT) e de altos funcionários da Prefeitura. Sobre a operação para trazer dólares de Cuba à campanha eleitoral de 2002, conclui o relatório, é preciso o aprofundamento das investigações. De qualquer forma, a versão de que houve um transporte de caixas de bebida foi considerada inverossímil.

Palocci teve o indiciamento solicitado por formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Okamotto, o amigo de Lula, foi citado por lavagem de dinheiro e crime contra a ordem tributária. Ele teria mantido ligações com um suposto esquema de extorsão em prefeituras do PT, e feito o pagamento de uma dívida de Lula junto ao partido, com recursos não esclarecidos. Do relatório:

“Tais pagamentos nunca foram devidamente comprovados, dando margem à suspeita que, na verdade, o dinheiro seja oriundo do esquema de caixa 2 que abastecia a tesouraria petista.”

Em relação aos bingos, a denúncia mais grave é a fundamentada em informações de Rogério Buratti, o ex-secretário de Palocci em Ribeirão. Ele mencionou uma contribuição ilegal de R$ 2 milhões para a campanha de Lula. Metade do dinheiro teria sido repassada pelos empresários de jogo Artur José Valente Caio e José Paulo Teixeira Figueiredo. Foi pedido o indiciamento dos dois.

O relatório da CPI dos Bingos marca o fim do escândalo do mensalão, apesar dos inquéritos em andamento, das investigações em curso, das novas descobertas que certamente virão e dos futuros desdobramentos do maior esquema de corrupção governamental de todos os tempos no Brasil.

Quatro dias depois, o PT faz festa para oficializar Lula, o “pai dos pobres”, como candidato à reeleição. Durante a campanha eleitoral, outro escândalo de corrupção sacode o país. Em 15 de setembro, duas semanas antes do primeiro turno das eleições, dois homens são presos pela Polícia Federal no Hotel Ibis Congonhas, em São Paulo, com o equivalente a R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo. Um deles, o empresário Valdebran Carlos Padilha da Silva, ligado ao PT de Mato Grosso, é apontado como lobista, receptador e próximo ao deputado Carlos Abicalil (PT-MT). Foi tesoureiro da campanha de Alexandre César (PT) a prefeito de Cuiabá. Valdebran Padilha tem ligações com Carlos Bezerra, presidente do PMDB de Mato Grosso e ex-presidente do INSS no governo Lula, acusado durante o escândalo do mensalão. Com Valdebran Padilha são apreendidos R$ 758 mil e US$ 109,8 mil em moeda norte-americana.

O outro homem preso no hotel em São Paulo é o advogado e ex-agente da Polícia Federal Gedimar Pereira Passos, também ligado ao PT. Com ele estão R$ 410 mil e outros US$ 139 mil. Gedimar Passos é integrante da equipe de campanha de Lula à reeleição. Trabalha no núcleo de inteligência do comitê, encarregado do “tratamento de informações”.

As escutas telefônicas que levaram às prisões registraram diálogos sobre uma negociação envolvendo a venda de materiais e documentos, com a finalidade de associar os candidatos do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra, a operações de superfaturamento para a aquisição de ambulâncias por prefeituras, num esquema criminoso que ficou conhecido como a máfia dos sanguessugas.

As escutas telefônicas implicaram ainda o empresário Luiz Antônio Vedoin, acusado de chefiar o esquema de venda de ambulâncias, e a revista Isto É, por ter publicado entrevista de Vedoin com acusações a integrantes do PSDB. Vedoin foi preso. Por tratar da compra e venda de materiais e documentos, o caso fica conhecido como escândalo do dossiê.

Em depoimento à Polícia Federal, Gedimar Passos confessa ter sido contratado pela direção executiva nacional do PT para acertar com a família Vedoin, dona da empresa Planam, a compra de um dossiê contra políticos tucanos. A transação com os Vedoin traria em seu bojo, ainda, a entrega de uma papelada de 2 mil páginas com diversas denúncias, inclusive contra o próprio PT. Com a operação, o calhamaço seria tirado de circulação e não mais poderia ser usado contra o partido de Lula. No depoimento, Gedimar Passos menciona um acordo entre o PT e um “órgão de imprensa” para a divulgação dos documentos de interesse da campanha do presidente Lula. Informa que R$ 1 milhão já teria sido entregue antecipadamente a um representante dos Vedoin. Gedimar Passos implica um assessor especial da presidência da República no escândalo. É Freud Godoy, amigo do presidente e homem de confiança de Lula por 17 anos. Ele teria participado da trama ao providenciar o dinheiro para a compra do dossiê, entregando-o a ele próprio, Gedimar Passos, por intermédio de dois emissários do PT. Dias depois, Gedimar Passos voltaria atrás: retirou a informação e eximiu Freud Godoy de qualquer responsabilidade. Seria uma estratégia para blindar Lula. Freud Godoy é segurança pessoal de Lula desde o final da década de 80. Freqüenta o apartamento do presidente em São Bernardo do Campo (SP). Para se ter idéia da ligação dos dois, quando Lula assumiu a presidência, em janeiro de 2003, levou Freud Godoy para morar com o casal presidencial na residência oficial do Palácio da Alvorada. O segurança também era figura certa em viagens no avião presidencial, o Aerolula.

Imediatamente, Freud Godoy pede exoneração do cargo de assessor especial – ocupava sala no terceiro andar do Palácio do Planalto, a poucos metros do gabinete de Lula. À Polícia Federal, Freud Godoy admite conhecer Gedimar Passos e o relaciona à contratação da empresa Caso Sistemas de Segurança, de propriedade de sua mulher, jornalista Simone Godoy, pelo comitê do PT em Brasília.

Freud Godoy introduz mais um personagem importante na história. É Jorge Lorenzetti, outro amigo pessoal de Lula, encarregado de preparar churrascos para o presidente. Mais do que isso, Jorge Lorenzetti, chefe de Gedimar Passos, é tido como “o homem da inteligência”, escolhido por Lula para, entre outras coisas, cuidar de campanhas eleitorais em Santa Catarina. Nesse Estado, foi fundador do PT e da CUT (Central Única dos Trabalhadores, ligada ao partido) e o primeiro candidato a prefeito de Florianópolis pelo PT, em 1985.

Agora, na campanha de reeleição de Lula, Jorge Lorenzetti foi nomeado para a sinistra posição de “analista de mídia e risco”. Com tal objetivo licenciou-se do cargo de diretor administrativo do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), um banco federal, para o qual fora nomeado por influência de Lula. Jorge Lorenzetti mantém ligações com o ex-deputado José Dirceu (PT-SP) e é conhecido como um competente arrecadador de fundos internacionais. De acordo com Freud Godoy, Jorge Lorenzetti o apresentou a Gedimar Passos, a quem não conhecia, o que ocorreu em agosto, apenas um mês antes de o escândalo explodir. Foi no diretório nacional do PT em Brasília. Gedimar Passos era o responsável pela segurança e a logística do comitê político de Lula.

Durante aquele mês, Freud Godoy admitiu ter se reunido em outros quatro momentos com Gedimar Passos, mas apenas para discutir o processo de varredura nos telefones do comitê, um trabalho para o qual a empresa de sua mulher, Simone, fora contratada. Freud Godoy também teria ligações com Sérgio Gomes da Silva, o Sérgio Sombra, outro segurança famoso que se tornou empresário. Ele é acusado de envolvimento na morte do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT). Antes da eleição de Lula em 2002, Godoy foi chefe de segurança da Prodam (Empresa de Processamento de Dados do Município, da Prefeitura de São Paulo), durante a gestão da prefeita Marta Suplicy (PT). A Caso Sistemas de Segurança, em nome de Simone Godoy, também trabalhou na segurança da campanha de Marta Suplicy à reeleição, em 2004. O escândalo do dossiê repercutiu em todo o país. No depoimento que prestou à Polícia Federal, Gedimar Passos mencionou a revista Época: teria sido procurada por integrantes do PT, cuja missão garantiria a notícia do dossiê contra o PSDB estampada na grande imprensa. A investida não prosperou.

A revista, no entanto, emitiu nota para informar que Oswaldo Bargas, o Valdo, responsável pelo setor de trabalho e emprego na campanha de reeleição de Lula, pediu uma reunião com jornalistas para apresentar denúncia contra políticos tucanos. Oswaldo Bargas é amigo pessoal de Lula.

Na reunião, no Hotel Crowne Plaza, em São Paulo, Oswaldo Bargas apareceu acompanhado de Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro de Lula. Em relação a Lorenzetti, aliás, vem à tona a informação de que a Unitrabalho, uma fundação vinculada a universidades e a instituições de ensino superior, recebeu, por meio de convênios, R$ 18,5 milhões durante o governo Lula, a maior parte por intermédio do Ministério do Trabalho. Lorenzetti é apontado como colaborador da Unitrabalho. Com o nome nos jornais, ele se afasta da campanha de Lula.

Detalhe: a mulher de Oswaldo Bargas, Mônica Cristina Zerbinato, é secretária particular de Lula. Ocupa cargo de confiança no governo. Como se vê, tudo em família.

Antes de afastar-se, Oswaldo Bargas envolve outro peixe graúdo na história: o presidente do PT e coordenador-geral da campanha de Lula, o ex-ministro do Trabalho e deputado Ricardo Berzoini (PT-SP).

Segundo Oswaldo Bargas, que trabalhou com Ricardo Berzoini no Ministério do Trabalho, Berzoini sabia que ele, Oswaldo Bargas, acompanhado de Jorge Lorenzetti, procuraram Época para negociar a publicação de matéria contra o PSDB.

Lula é rápido no gatilho e afasta Berzoini da coordenação da campanha. Em seguida, Berzoini perde o cargo de presidente do PT. Oswaldo Bargas também é defenestrado. Um a um, caem os homens do presidente.

O caso do dossiê não pára de trazer revelações. Freud Godoy manteve relações com um dos próceres do escândalo do mensalão, o empresário Marcos Valério. A Caso Comércio e Serviços, mais uma empresa de propriedade do segurança-empresário Freud Godoy, recebeu R$ 98,5 mil da SMPB Comunicações, uma das agências de publicidade de Valério.

Até a Duda Mendonça e Associados, igualmente famosa durante o escândalo do mensalão, pertencente a Duda Mendonça, marketeiro de Lula durante a campanha de 2002, pagou R$ 22,8 mil à Caso Sistemas de Segurança, registrada, como foi dito acima, em nome de Simone, a mulher de Freud Godoy. E mais: a mesma Caso Sistema de Segurança teria servido ao investidor Naji Nahas fazer um depósito de R$ 396 mil em favor de Freud Godoy, cerca de um mês antes da eclosão do escândalo do dossiê. Naji Nahas negou.

A sede da empresa de segurança em nome de Simone Godoy fica em Santo André, onde o casal mora em apartamento luxuoso. Freud Godoy também é dono de um sobrado na cidade e de outro apartamento, este a poucas quadras do apartamento de Lula, na vizinha São Bernardo do Campo. O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar um suposto saque de R$ 150 mil feito por Freud Godoy, em março de 2006.

Mais um nome no escândalo do dossiê. É o de Expedito Afonso Veloso, filiado ao PT e diretor do Banco do Brasil em Brasília, onde exerce a função de responsável pela “gestão de risco”. Está em licença remunerada, para participar da campanha de Lula. Quem menciona o nome dele é Valdebran Padilha. Expedito Veloso teria participado da preparação do dossiê e da estratégia para divulgá-lo, em negociação ocorrida em Cuiabá, com o empresário Luiz Antonio Vedoin.

Expedito Veloso acompanhou a entrevista de Vedoin a Isto É, ao lado de Oswaldo Bargas. Também esteve no Hotel Ibis Congonhas, em São Paulo, onde o escândalo começou, com a apreensão do R$ 1,7 milhão. Descoberto, pede demissão do Banco do Brasil e sai da campanha. Apesar de afastado do banco, Expedito Veloso continuou a receber o salário de R$ 17 mil por mês.

Outro envolvido é Hamilton Lacerda, coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) a governador de São Paulo. Foi três vezes vereador pelo PT de São Caetano do Sul (SP). Até ser envolvido no escândalo, Hamilton Lacerda exercia o cargo de assessor parlamentar de Aloizio Mercadante, nomeado em cargo de confiança no gabinete de Mercadante no Senado. Entre as explicações da revista Isto É para o caso, a de que Hamilton Lacerda atuou como intermediário da entrevista em que os Vedoin fizeram acusações contra José Serra.

O coordenador de Aloizio Mercadante, conhecido como “faz tudo”, reuniu-se com jornalista da revista e marcou o encontro entre a reportagem e Luiz Antonio Vedoin, em Cuiabá. As viagens e passagens aéreas dos assessores do PT à capital de Mato Grosso para negociar o dossiê, diga-se de passagem, foram pagas com dinheiro do caixa da campanha de Lula.

Apanhado, Hamilton Lacerda deixa a campanha de Aloizio Mercadante. O senador, por sua vez, admite ter se encontrado com Osvaldo Bargas e Expedito Veloso, dez dias antes da apreensão do R$ 1,7 milhão. Mas garante não ter tomado conhecimento da operação para prejudicar José Serra, seu adversário direto na disputa pelo governo de São Paulo. Acredite se quiser.

Para a Polícia Federal, foi Hamilton Lacerda quem levou o dinheiro apreendido ao Hotel Ibis Congonhas. Ele foi filmado por câmeras de segurança no saguão do hotel, um dia antes das prisões. Portava uma mala. As imagens não deixam dúvidas: o homem com cabelos grisalhos, tenso, entra no lobby do hotel por volta das 8 horas da manhã. Nas mãos de Hamilton Lacerda, a mala preta de viagem, com a alça em volta do ombro esquerdo – para ninguém roubar a preciosa carga. Ele está acompanhado de Gedimar Passos. Os dois pegam o elevador. As câmeras também o filmam andando pelo corredor onde fica o quarto em que Gedimar Passos está hospedado. Hamilton Lacerda entra no quarto. Sai em seguida. Sem a mala.

Mais tarde, Gedimar Passos é filmado com a mesma mala, caminhando em direção ao restaurante do hotel. Foi fazer uma refeição, mas preferiu não deixar a mala no quarto. Na madrugada do dia 15, horas antes das prisões, Hamilton Lacerda volta ao Ibis Congonhas. Desta vez, porta uma maleta e uma sacola plástica. Vai embora pouco depois. Sem a sacola. Para a Polícia Federal, ele foi levar uma segunda remessa de dinheiro ao hotel. O R$ 1,7 milhão não cabia apenas em uma mala.

Trecho do depoimento de Hamilton Lacerda à Polícia Federal: “O declarante informa que, provavelmente na última semana de agosto, foi contatado por Jorge Lorenzetti e Expedito Veloso, afirmando que existiam documentos em Cuiabá relacionados à ‘máfia dos sanguessugas’ e que poderiam ser utilizados na campanha em desfavor dos candidatos do PSDB, caso fossem verdadeiros; que o material existente teria um reflexo negativo na campanha nacional e estaduais onde concorresse o PSDB.”

Ou seja, a campanha de Lula seria diretamente beneficiada pela operação. Quando as fotografias da montanha de dinheiro apreendida no hotel apareceram nos jornais, o PT tentou impedir a divulgação das imagens nos programas eleitorais. Não conseguiu.

Em entrevista ao jornal O Globo, Lula é questionado se perguntou aos envolvidos no escândalo, quase todos ligados historicamente a ele e ao PT, sobre quem teve a idéia de comprar o dossiê e qual a origem do dinheiro. Resposta do presidente:

  • Não perguntei nem perguntarei.

Tradução: Lula não sabia de nada, como sempre, nem se interessou em saber. Mais uma vez, porém, era o beneficiário direto de um esquema de corrupção.

Para o presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), não há dúvida:

  • A origem do dinheiro é criminosa.

De acordo com Biscaia, os petistas envolvidos na compra do dossiê “não eram peixes pequenos”. Diz Biscaia, fazendo alusão ao escândalo do mensalão:

  • Antigamente, no PT, o cara dava uma entrevista e, por aquela entrevista, sofria comissão de ética no partido. Hoje o cara é acusado de desvio de recurso e fica por isso mesmo.

Lula foi reeleito presidente do Brasil.

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