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Cronologia da Crise:

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7/06/2006

O banqueiro Daniel Dantas presta depoimento à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça, do Senado). Confirma que o ex-sócio Carlos Rodenburg foi procurado por Delúbio Soares e o petista Ivan Guimarães. Os dois queriam que o Opportunity contribuísse com o PT. Conforme Dantas, integrantes do PT ficaram contrariados por Rodenburg ter negado o pedido.

Dantas afirma que Delúbio procurou Rodenburg para explicar as dificuldades financeiras do PT. Mencionou de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões. O banqueiro diz que não deu dinheiro ao partido:

– Somos administradores de fundos, não seria possível atender a esse pleito.

Em outra parte da audiência na CCJ, Dantas diz que foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto pelo ex-ministro José Dirceu (PT-SP). Dirceu afirmou que o governo desejava resolver a disputa entre o Opportunity e os fundos de pensão pelo controle da Brasil Telecom. Informou que o ex-presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, iria tratar do assunto em nome do governo.

No encontro, Casseb teria dito ao banqueiro que abrisse mão do controle da Brasil Telecom. Diz Dantas:

– Perguntei o que receberia em troca. Ele disse: “Nada”. O tom do Delúbio não era de intimidação, ao contrário do Casseb, nitidamente intimidatório.

Apesar da crise política, a agência Duda Propaganda cresceu mais de 100% entre 2004 e 2005. Passou da 22ª para a 16ª posição no ranking das maiores do país. O faturamento passou de R$ 75,8 milhões para R$ 158,4 milhões. Os dados são do jornal Meio&Mensagem;, com base em pesquisa Ibope/Monitor. Só de janeiro a abril de 2006, o faturamento da agência de Duda Mendonça atingiu R$ 74,6 milhões graças às despesas de propaganda efetuadas pela Petrobrás.

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